Foto: Luiz Guarnieri/Futura PressO dia mais seco do ano em São Paulo, aliado a altas temperaturas, deixou o ar inapropriado em cinco regiões da Grande São Paulo. Segundo a Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), às 16h a presença de ozônio era igual ou superior a 200 partículas por milhão no Ibirapuera, em São Caetano do Sul, em Santo André, em Mauá e na Universidade de São Paulo (USP). Às 17h, apenas a região do Ibirapuera mantinha o nível superior a 200.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) de São Paulo informou que a cidade registrou às 13h o nível mais crítico de umidade no ano: 13%. O recorde de 2010 havia sido 15% na última sexta-feira, dia 20. Às 16h, a umidade era de 14%. Todas as medições são realizadas no Campo de Santana, na zona norte.
Às 17h, a temperatura era de 30°C na cidade, mas chegou à máxima do ano para o inverno: 31,7°C. De acordo com o CGE, o tempo segue seco e estável nos próximos dias, com mínimas em torno de 12°C e máximas que podem chegar a 32°C. Estas condições, segundo o centro, agravam os problemas com os baixos índices de umidade e qualidade do ar. Não há previsão de chuvas significativas até o final do mês.
A recomendação da Defesa Civil é que a população evite atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e 17h e não pratique exercícios entre as 11h e 15h. É aconselhável a ingestão de bastante líquido para não ter problemas de desidratação.
O recorde de 2009 foi dia 14 de agosto, com 10% de umidade relativa do ar. Nos meses em que ocorrem poucas chuvas é comum que a umidade do ar fique reduzida, o que causa um aumento nos níveis de dióxido de enxofre e material particulado, devido às piores condições de dispersão. Isso propicia o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares.
De acordo com a Defesa Civil, os possíveis sintomas provocados pela baixa umidade incluem dores de cabeça e irritação nos olhos, nariz, garganta ou na pele. Além disso, aumentam os riscos de transmissão de doenças respiratórias e de desidratação. A população pode sofrer ainda com rouquidão, garganta seca e possibilidade de inflamação da faringe, além do rompimento de vasos do nariz, provocando sangramento. A população ainda pode contrair com maior facilidade conjuntivite viral, alérgica e síndrome do olho seco.
Os atendimentos em unidades de saúde na capital paulista quase dobraram com a queda da umidade. As consultas no Hospital Infantil Cândido Fontoura saltaram de 218 para 416 no domingo.
Cuidados
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a situação requer cuidados especiais, principalmente, entre as crianças e os idosos, considerados os grupos mais afetados pela baixa umidade.
De acordo as autoridades paulistas, para evitar maiores consequências, a população deve ingerir bastante água, sucos naturais feitos de maneira adequada e água de coco. Também é importante manter a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia problemas alérgicos.
Na hora de dormir deve-se escolher um local arejado e umedecido para minimizar os efeitos do tempo seco. Os ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, reservatórios com água (como bacias) ou umidificadores.
Terra
COMENTÁRIOS
0 comentário em "Em dia mais seco, ar fica impróprio em 5 regiões da Grande SP"
Deixe seu comentário

